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Delegado do caso Marielle montou esquema de corrupção na PF

© Reprodução/Flickr A vereadora Marielle Franco foi assassinada em 14.mar.2018. O crime ganhou grande repercussão e as investigações ainda não foram concluídas

Poder360

Beatriz Roscoe

O delegado federal Hélio Khristian é acusado de ter montado uma ‘central de mutretas’ na Superintendência da PF no Rio de Janeiro. A informação faz parte de relatório sobre obstruções na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Segundo reportagem do portal UOL, HK –como é conhecido o delegado– usou intermediários para tentar extorquir a quantia de R$ 300 mil do vereador Marcello Sicilliano (PHS-RJ).

O delegado foi acusado pela PGR (Procuradoria Geral da República) de atrapalhar as investigações sobre a morte de Marielle Franco. Segundo o relatório, ele e outros 2 colegas levaram o policial militar Rodrigo Jorge Ferreira –conhecido como Ferreirinha– a prestar depoimento com falso testemunho à DH da Capital (Delegacia de Homicídios do Rio). Ferreirinha também é acusado de obstruir as investigações, bem como a advogada Camila Nogueira.

Ferreirinha apontou Marcelo Sicilliano e o miliciano Orlando Oliveira de Araújo (Orlando Curicica) como mandantes do assassinato de Marielle. Posteriormente, ele admitiu ter mentido.

Os atos de corrupção atribuídos a Hélio Khristian foram informados à Superintendência da PF no Rio de Janeiro para que “medidas cabíveis” fossem adotadas, segundo o delegado federal Leandro Almada, responsável pela investigação sobre a obstrução no caso Marielle.

Ao portal UOL, o advogado de HK declarou que “a denúncia da ex-PGR, realizada no último dia de seu mandato, tem cunho político e é absolutamente inepta por uma série de razões jurídicas“.

Corrupção e acusações

HK têm várias acusações de corrupção em seu histórico. Eis algumas delas:

  • Tentativa de extorsão: O vereador Marcelo Sicilliano afirma ter sofrido uma tentativa de extorsão por parte de HK. Suposto caso ocorreu após o delegado investigar o político por irregularidades fiscais em uma boate na zona oeste do Rio, propriedade de Siciliano.
  • Corrupção: HK tentou extorquir R$ 5 milhões de 1 empresário em 2005. Ele supostamente simulou 1 inquérito policial e expediu ofício a 1 cartório para levantar os bens da vítima, alegando falsamente que atendia a pedido do MPF.
  • Vantagens indevidas: O MPF do Pará denunciou o delegado após 2 policiais federais testemunharem que HK ganhou passagens aéreas de um empresário investigado pela PF.

Condenação anulada

Hélio Khristian chegou a ser condenado por corrupção, em dezembro de 2013, pelo TRF-2. Ele foi condenado a 2 anos e meio de prisão em regime aberto e obrigado a deixar o cargo. Porém, em novembro de 2014, a condenação foi anulada.

Ele foi condenado por 1 crime diferente do que a acusação apontou, o de concussão –quando 1 funcionário público exige vantagem indevida.

Caso Marielle

Entenda o que se sabe até agora sobre o Caso Marielle:

  • O PM reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz são acusados de terem executado o atentado contra Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Lessa teria feito os disparos e Queiroz teria dirigido o carro usado no crime;
  • O conselheiro do TCE-RJ Domingos Inácio Brazão é suspeito de ser o mandante do crime. Assassinato de Marielle seria 1 ‘recado’ a Marcelo Freixo, que tentou impedir sua nomeação ao TCE;
  • Chefes do Escritório do Crime também estão envolvidos no caso. Os milicianos major Ronald Paulo e “Capitão”Adriano estariam envolvidos no atentado; O assessor de Brazão Antônio João Vieira Lázaro também estaria envolvido;
  • O delegado Hélio Khristian (HK), o PM Rodrigo Jorge Ferreira (Ferreirinha), a advogada Camila Nogueira e o agente da PF Gilberto Ribeiro da Costa estariam envolvidos em tentativas de obstruir a investigação do caso.
  • O miliciano Orlando Curicica –acusado falsamente de ser mandante do homicídio– prestou depoimento na DH do Rio e afirmou que participou de 1 encontro com 1 dos chefes do escritório do crime e com o assessor de Domingos Inácio Brazão que discutia o assassinato de Marielle.

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